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Comprar um produto e contratar uma proteção pra ele na mesma jornada. Adquirir uma passagem e incluir um seguro viagem antes de finalizar o pagamento. Contratar um serviço financeiro e ter acesso a uma opção de seguro adequada ao seu perfil.

Essas situações ajudam a explicar o Embedded Insurance, ou seguro integrado. Nesse modelo, a oferta de seguro faz parte da jornada de compra de outro produto ou serviço, de forma contextual e conveniente para o cliente.

Para as empresas, essa integração abre possibilidades de ampliar o relacionamento com o público e criar novas fontes de receita. Para seguradoras, representa uma forma de chegar ao cliente no momento em que a proteção pode fazer mais sentido.

Mas uma boa estratégia depende de mais do que incluir uma oferta de seguro num canal digital. É preciso conhecer o cliente, entender os riscos, definir a jornada e usar dados de qualidade pra tomar decisões. Continue a leitura e entenda como funciona!

O que é Embedded Insurance?

Embedded Insurance é um modelo no qual a oferta ou contratação de um seguro é integrada à jornada de compra de outro produto ou serviço.

Em português, o termo pode ser entendido como seguro integrado ou seguro incorporado.

Imagine uma pessoa comprando um celular pela internet. Durante a própria compra, ela recebe a opção de contratar uma proteção para o aparelho. Não é necessário procurar uma seguradora em outro canal pra encontrar esse produto.

Esse é um exemplo simples de Embedded Insurance.

A lógica é aproximar a proteção do contexto em que ela pode ser necessária. Assim, o seguro deixa de ser necessariamente uma jornada separada e passa a fazer parte da experiência oferecida pela empresa.

A integração pode acontecer em diferentes setores, como varejo, serviços financeiros, mobilidade, turismo e comércio eletrônico.

Leia também: Data mining - O que é, como funciona e cuidados necessários.

Como funciona o seguro integrado à jornada do cliente?

O funcionamento pode variar conforme o produto, o canal e as empresas envolvidas.

Numa jornada digital, por exemplo, o seguro pode aparecer durante a escolha do produto ou antes da conclusão da compra. O cliente conhece as condições, avalia a oferta e decide se deseja contratar a proteção.

Pra isso funcionar bem, diferentes etapas precisam estar conectadas.

A empresa deve definir em que momento o seguro será apresentado, quais informações serão necessárias, como será feita a contratação e como o cliente terá acesso às condições e aos serviços relacionados à proteção.

Também é importante que a oferta faça sentido para aquele contexto. Apresentar qualquer seguro pra qualquer cliente pode gerar atrito em vez de melhorar a experiência.

É por isso que dados, conhecimento do público e análise de risco têm um papel importante nessa estratégia.

Qual é a diferença entre Embedded Insurance e o seguro tradicional?

A principal diferença está na forma como o seguro chega ao cliente e se conecta à jornada de consumo.

No modelo tradicional, é comum que a pessoa procure um seguro numa jornada específica. Ela pode acessar os canais de uma seguradora ou contar com outros meios de distribuição pra pesquisar e contratar a proteção.

No Embedded Insurance, essa oferta é inserida na experiência de outro produto ou serviço.

Em vez de comprar uma passagem e depois procurar separadamente um seguro viagem, por exemplo, o cliente pode encontrar a proteção durante a própria compra da passagem.

Isso não significa que um modelo substitui necessariamente o outro. São formas diferentes de distribuir e oferecer seguros. A escolha depende do produto, do perfil do público, do canal e da estratégia de cada negócio.

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Quais são os principais exemplos de Embedded Insurance?

O seguro integrado pode aparecer em diferentes momentos da vida do consumidor e em diversos setores. Alguns exemplos ajudam a visualizar:

  1. Seguro viagem na compra de passagens: a proteção é oferecida durante a compra de uma passagem aérea, rodoviária ou de um pacote de viagem.
  2. Proteção pra eletrônicos: ao comprar um celular, notebook ou outro aparelho, o consumidor pode receber uma oferta de proteção relacionada ao produto;
  3. Seguro em serviços de mobilidade: determinadas coberturas podem ser incorporadas à experiência de plataformas e serviços de transporte;
  4. Seguros em serviços financeiros: bancos, instituições financeiras e plataformas digitais podem integrar proteções às jornadas de seus clientes;
  5. Proteção ligada a compras digitais: uma plataforma de comércio eletrônico pode incluir opções de proteção relacionadas ao produto ou à transação.

O ponto em comum é a integração. A oferta acontece dentro de uma jornada que o cliente já está realizando.

Por isso, o seguro precisa estar relacionado ao contexto. Quanto mais coerente for a proteção com aquela necessidade, mais natural tende a ser a experiência.

Por que o seguro integrado está ganhando espaço?

A digitalização mudou a forma como pessoas pesquisam, compram e contratam serviços.

Hoje, muitas jornadas acontecem em poucos passos. Nesse cenário, reduzir barreiras e oferecer soluções relacionadas à necessidade do cliente pode tornar a experiência mais simples.

O Embedded Insurance acompanha esse movimento.

Para uma seguradora, a integração permite chegar ao público dentro de jornadas que já existem. Pra empresas de outros setores, pode representar a oportunidade de complementar sua oferta com um serviço relevante pra determinados clientes.

Outro ponto é a possibilidade de trabalhar com ofertas mais conectadas ao contexto da compra.

Pense novamente na aquisição de um celular. Naquele momento, o cliente já sabe qual é o aparelho, quanto ele custa e por que está comprando. Uma proteção relacionada ao produto pode ser apresentada exatamente nesse contexto.

Mas conveniência não deve ser confundida com excesso de ofertas. A estratégia precisa considerar a necessidade do cliente e garantir uma jornada clara, com informações adequadas para uma decisão consciente.

Quais são os benefícios dos seguros integrados?

Quando bem estruturado, o Embedded Insurance pode trazer vantagens pra diferentes participantes da jornada.

Para seguradoras, um dos principais benefícios é a possibilidade de ampliar os canais de distribuição e alcançar clientes em momentos relacionados à necessidade de proteção.

Empresas parceiras também podem ampliar seu portfólio de serviços e criar novas oportunidades de relacionamento e receita.

Já para o cliente, o principal ganho pode estar na conveniência. Em vez de iniciar uma nova busca, ele encontra uma opção de proteção dentro da experiência que já está utilizando.

Entre os benefícios que podem ser buscados estão:

  1. Jornada de contratação mais integrada;
  2. Oferta contextualizada de seguros;
  3. Ampliação dos pontos de contato com o cliente;
  4. Novas possibilidades de distribuição para seguradoras;
  5. Diversificação de produtos e serviços pra empresas parceiras;
  6. Oportunidades de gerar novas receitas;
  7. Uso de dados pra entender melhor perfis e necessidades.

Esses benefícios, porém, dependem da qualidade da implementação. Integrar uma oferta à jornada não é suficiente por si só. Produto, público, risco, dados e experiência precisam estar alinhados.

Leia também: O que é Data Driven Marketing e como aplicar?

Quais são os desafios dos seguros integrados? 

Um dos principais desafios do Embedded Insurance é tornar a contratação simples sem deixar a segurança de lado. 

Como o seguro faz parte de uma jornada digital, é importante contar com dados de qualidade, análise de riscos e mecanismos de prevenção a fraudes.

Esse cuidado é ainda mais relevante diante do avanço dos golpes. Segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, 18,8 milhões de consumidores sofreram alguma fraude ou tentativa de fraude em instituições financeiras nos 12 meses anteriores ao levantamento.

Além da segurança, as empresas precisam cuidar da integração entre sistemas, da proteção dos dados e da adequação da oferta ao perfil do cliente. 

O desafio é criar uma jornada ágil e conveniente, mas com critérios que apoiem decisões mais seguras. 

Perguntas frequentes sobre Embedded Insurance

O conceito ainda pode gerar dúvidas, principalmente porque diferentes termos em inglês aparecem nas discussões sobre o tema. Confira respostas rápidas e objetivas para algumas das principais perguntas:

O que é embedded? 

Embedded é uma palavra em inglês que pode ser traduzida como integrado, incorporado ou embutido, dependendo do contexto.

Qual o conceito de insurance? 

Insurance significa seguro em inglês. É uma forma de proteção contra determinados riscos, conforme as condições e coberturas estabelecidas no contrato.

Qual é a diferença entre embedded insurance e a compra do seguro tradicional?

No Embedded Insurance, o seguro está integrado à experiência de compra ou contratação de outro produto ou serviço. No modelo tradicional, o seguro não é integrado à jornada de outro produto.

Um exemplo simples é o seguro viagem. Se ele aparece durante a compra da passagem, temos uma situação típica de seguro integrado. Se o consumidor termina a compra e depois procura separadamente uma opção de seguro, são jornadas distintas.

O que é embedded value insurance? 

Embedded Value, ou valor incorporado, é um conceito usado no setor de seguros pra avaliar economicamente determinados negócios de uma seguradora, considerando elementos relacionados ao valor presente da carteira e ao patrimônio associado ao negócio.

Já o Embedded Insurance trata da integração da oferta de seguros à jornada de outro produto ou serviço. São conceitos diferentes e usados pra finalidades diferentes.

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Como o SPC Brasil pode apoiar sua estratégia de Embedded Insurance?

Uma estratégia de Embedded Insurance depende de uma boa experiência para o cliente, mas também de decisões seguras nos bastidores.

Para isso, empresas e seguradoras precisam conhecer melhor o público, avaliar riscos, manter dados qualificados e contar com recursos pra prevenção a fraudes.

O SPC Brasil possui soluções de informação, análise de crédito, inteligência de dados e prevenção a fraudes que podem apoiar diferentes etapas dessa jornada.

Com informações mais completas, sua empresa pode qualificar análises, conhecer melhor os perfis de clientes e apoiar decisões relacionadas a risco e relacionamento.

O objetivo é transformar informações em conhecimento que faça sentido para a decisão que precisa ser tomada.

Se sua empresa está estruturando novas jornadas, ampliando canais ou buscando mais informações pra qualificar suas análises, fale com o SPC Brasil: solicite uma proposta e conheça as soluções clicando aqui.

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