
Mais robustez para o seu ecossistema financeiro
Leve inteligência e segurança para suas operações de Banking as a Service com o SPC Brasil.
Ver soluções
Você já usou uma conta, cartão ou outro serviço financeiro oferecido por uma empresa que não é um banco tradicional? Então saiba que por trás dessa experiência pode estar o BaaS.
A sigla vem de Banking as a Service, que significa banco como serviço.
Nesse modelo, uma instituição autorizada pelo Banco Central disponibiliza serviços financeiros e de pagamento para que outra empresa possa oferecer esse serviço aos seus clientes.
Na prática, o BaaS permite criar novas experiências financeiras por meio de parcerias entre empresas e instituições autorizadas. Mas essa facilidade também exige atenção à regulamentação, segurança, prevenção a fraudes e gestão de riscos.
Continue lendo pra entender exatamente o que é BaaS, como esse modelo funciona e muito mais!
O que significa BaaS?
No Brasil, a regulamentação do Banco Central define o BaaS a partir de uma relação entre uma instituição prestadora, autorizada a funcionar pelo Banco Central, e uma entidade tomadora.
A parceria permite a prestação de determinados serviços financeiros ou de pagamento aos clientes da empresa tomadora.
Isso possibilita que uma empresa inclua serviços financeiros na própria jornada sem precisar se transformar, por esse motivo, numa instituição financeira.
O resultado pode ser uma experiência mais integrada. O cliente acessa diferentes serviços dentro do ambiente da empresa com a qual já se relaciona, enquanto a instituição autorizada atua na prestação dos serviços previstos na parceria.
Conte com soluções pra análise de risco, análise cadastral de clientes e muito mais: clique aqui e conheça as soluções do SPC Brasil pra empresas.
Como funciona esse modelo?
O funcionamento depende do serviço oferecido e da estrutura da parceria, mas podemos pensar em três participantes principais:
- Instituição prestadora: instituição financeira, instituição de pagamento ou outra instituição autorizada pelo Banco Central que presta os serviços abrangidos pelo BaaS;
- Empresa tomadora: empresa que contrata a instituição prestadora pra disponibilizar esses serviços dentro da sua jornada;
- Cliente: pessoa ou empresa que utiliza o serviço financeiro ou de pagamento.
Imagine, por exemplo, uma empresa de varejo que queira oferecer uma experiência financeira integrada aos seus clientes.
Em vez de desenvolver toda a infraestrutura regulada necessária pra isso, ela pode estabelecer uma parceria com uma instituição autorizada.
A tecnologia conecta as estruturas das empresas e permite que determinadas operações sejam realizadas dentro da experiência criada para o cliente.
Qual é o papel das APIs nesse modelo?
As APIs têm um papel importante na integração tecnológica. API é a sigla de Application Programming Interface, ou interface de programação de aplicações.
De forma simples, é uma tecnologia que permite que sistemas diferentes se comuniquem seguindo regras previamente definidas.
Num modelo de BaaS, APIs podem conectar o sistema da empresa à infraestrutura da instituição prestadora. Dessa forma, informações e solicitações necessárias pra determinado serviço podem trafegar entre os sistemas de forma estruturada.
Mas é importante não confundir os conceitos: BaaS é um modelo de prestação de serviços, enquanto API é uma tecnologia que pode viabilizar a integração entre os participantes.
Quais serviços podem ser oferecidos por meio do BaaS?
O BaaS pode envolver diferentes serviços financeiros e de pagamento, respeitando o escopo permitido pela regulamentação e a autorização da instituição prestadora.
Entre as possibilidades previstas na regulamentação brasileira estão serviços relacionados a contas, pagamentos e operações de crédito.
Por isso, dependendo da parceria e das autorizações envolvidas, o cliente pode encontrar serviços financeiros integrados à experiência de uma empresa com a qual já mantém relacionamento.
O ponto central é que não basta simplesmente conectar uma tecnologia e começar a oferecer serviços financeiros. A operação precisa seguir as regras aplicáveis a cada atividade.
Quais empresas podem usar?
O modelo pode fazer sentido pra empresas que desejam incorporar serviços financeiros ou de pagamento à sua jornada de clientes.
Um varejista, por exemplo, pode enxergar oportunidades de complementar sua experiência com serviços financeiros. Empresas de tecnologia e plataformas digitais também podem adotar esse tipo de parceria quando o serviço estiver relacionado à sua estratégia.
Antes de implementar um modelo de BaaS, porém, é importante avaliar a necessidade do público, o serviço que será oferecido, os parceiros envolvidos, os riscos da operação e as exigências regulatórias.
A questão não é baseada somente na possibilidade de oferecer o serviço, mas de entender se esse serviço traz valor para o cliente e faz sentido para a empresa.
Banking as a Service é a mesma coisa que banco digital?
Não. Um banco digital é uma instituição bancária que oferece seus serviços principalmente por canais digitais. Quando se trata efetivamente de um banco, a empresa precisa ter a autorização correspondente e cumprir as regras aplicáveis à atividade.
Já o BaaS é um modelo de parceria pra prestação de serviços financeiros ou de pagamento. Isso significa que uma empresa pode oferecer uma experiência financeira apoiada por uma instituição autorizada sem que essa empresa se torne, por isso, um banco.
Essa diferença também é importante para o consumidor. A regulamentação brasileira exige transparência para que o cliente consiga identificar a instituição que efetivamente presta o serviço financeiro ou de pagamento.
Exemplo de Banking as a Service
Imagine uma rede varejista com milhões de clientes. Ela percebe que parte desse público gostaria de encontrar determinados serviços financeiros dentro do mesmo ambiente digital usado pra fazer compras.
A varejista pode contratar uma instituição autorizada pelo Banco Central pra estruturar os serviços previstos na parceria. Por meio da integração tecnológica, o cliente passa a acessar esses recursos dentro da jornada oferecida pela rede.
Pra quem utiliza o serviço, a experiência pode parecer integrada à marca da varejista. Nos bastidores, porém, existem diferentes responsabilidades, processos, controles e sistemas envolvidos.
É justamente por isso que transparência, segurança e uma definição clara das responsabilidades são tão importantes no BaaS.
Como o Banking as a Service é regulamentado no Brasil?
O BaaS ganhou uma regulamentação específica no Brasil com a Resolução Conjunta nº 16, de 28 de novembro de 2025, do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central.
A norma disciplina a prestação de BaaS por instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Entre outros pontos, a regulamentação trata de:
- Definição dos participantes;
- Serviços abrangidos;
- Contratação;
- Responsabilidades;
- Governança;
- Gerenciamento de riscos;
- Controles internos;
- Segurança;
- Conduta;
- Transparência para o cliente.
Um ponto importante é a identificação da instituição prestadora. Segundo o Banco Central, as informações necessárias para que o cliente saiba quem presta efetivamente os serviços financeiros ou de pagamento devem estar acessíveis e visíveis nos canais, interfaces, contratos e demais documentos aplicáveis.
A Resolução Conjunta nº 16 entrou em vigor em novembro de 2025. Pra contratos que já existiam e se enquadram nos modelos regulamentados, o Banco Central estabeleceu prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026.
Quais são as responsabilidades no BaaS?
BaaS não significa simplesmente terceirizar toda a responsabilidade de uma operação financeira. A regulamentação estabelece deveres para os participantes e exige que a relação contratual deixe claras as responsabilidades de cada parte.
A instituição autorizada continua inserida num ambiente regulado e precisa observar as obrigações relacionadas aos serviços que presta. Isso inclui requisitos de governança, gerenciamento de riscos, controles internos, segurança e acompanhamento das operações.
A empresa que contrata o BaaS também participa dessa estrutura e precisa cumprir as obrigações que se aplicam à sua atuação.
Para o cliente, essa divisão precisa ser transparente. Ele deve conseguir entender quem está oferecendo a experiência e qual instituição está efetivamente prestando o serviço financeiro ou de pagamento.
Identificação, prevenção a fraudes e gestão de riscos
Quanto mais serviços financeiros fazem parte de jornadas digitais, maior é a importância de saber com quem a empresa está se relacionando e identificar comportamentos que merecem atenção.
Fraudes podem envolver, por exemplo, inconsistências cadastrais, uso indevido de documentos ou tentativas de se passar por outra pessoa.
Por isso, prevenção não deve acontecer apenas depois de uma fraude. Ela começa na entrada do cliente e continua ao longo do relacionamento.
Validação de informações, análise cadastral, monitoramento, políticas internas e ferramentas de identificação de riscos podem formar diferentes camadas de proteção.
O objetivo é simples: ter mais informações pra reconhecer sinais de risco antes de tomar uma decisão.
Quais são os desafios para as empresas?
A possibilidade de incorporar serviços financeiros abre oportunidades, mas também aumenta a necessidade de controle.
Um dos primeiros desafios é tecnológico. Sistemas diferentes precisam se comunicar de forma segura e estável.
Outro é regulatório. A empresa precisa conhecer as responsabilidades da parceria e acompanhar as regras aplicáveis ao serviço oferecido.
Também existe o desafio da segurança. Quanto maior o volume de transações e informações, maior deve ser a atenção à identificação de clientes, proteção de dados, prevenção a fraudes e monitoramento de riscos.
E existe uma questão que não pode ficar em segundo plano: a experiência do cliente. Ter tecnologia não basta. O serviço precisa ser simples de usar e transparente sobre quem faz o quê.
Como dados e análise de crédito apoiam essas operações?
Quando uma operação envolve concessão de crédito, dados de qualidade ajudam a empresa a conhecer melhor o perfil analisado e a tomar decisões mais bem informadas.
Uma análise pode combinar diferentes tipos de informação, de acordo com a finalidade e as regras aplicáveis. Dados cadastrais, histórico de inadimplência, informações do Cadastro Positivo e indicadores de risco podem contribuir pra uma visão mais completa.
O SPC Brasil, por exemplo, oferece soluções de Análise de Crédito que combinam informações cadastrais, dados de inadimplência e informações positivas pra apoiar decisões de empresas.
O mesmo raciocínio vale pra Prevenção a Fraudes. Informações cadastrais e indicadores específicos podem ajudar a identificar divergências ou sinais que indiquem a necessidade de verificações adicionais.
Dados, porém, não substituem uma política de risco bem definida. Eles são insumos para que a empresa estabeleça critérios e tome decisões de acordo com sua estratégia e com as regras aplicáveis ao negócio.
Perguntas frequentes sobre BaaS
Confira respostas rápidas e objetivas sobre os principais conceitos relacionados ao Banking as a Service:
O que quer dizer BaaS?
BaaS significa Banking as a Service, e a tradução é banco como serviço. É um modelo no qual uma instituição autorizada presta determinados serviços financeiros ou de pagamento em parceria com outra empresa.
Uma empresa que usa BaaS vira banco?
Não. Utilizar BaaS não transforma automaticamente uma empresa em banco.
A prestação dos serviços regulados depende de instituições autorizadas e deve seguir as normas aplicáveis.
BaaS e Open Finance são a mesma coisa?
Não. O Open Finance, ou sistema financeiro aberto, envolve o compartilhamento padronizado de dados e serviços entre instituições participantes, seguindo regras próprias e com consentimento do cliente quando aplicável.
O BaaS, por sua vez, é um modelo de parceria para a prestação de serviços financeiros ou de pagamento. Embora tecnologias de integração façam parte dos dois contextos, são conceitos diferentes.

Vai oferecer crédito? Reduza seus riscos
Blinde sua operação financeira com a inteligência do SPC Brasil.
Solicitar proposta personalizadaComo o SPC Brasil pode apoiar empresas que trabalham com serviços financeiros?
Operações financeiras precisam de tecnologia, mas também precisam de informação pra apoiar decisões.
O SPC Brasil oferece soluções para diferentes etapas dessa jornada. Empresas podem contar com recursos para Análise Cadastral, Análise de Crédito, Gestão de Clientes e crédito, Cobrança e Recuperação e Prevenção a Fraudes, entre outras necessidades.
A análise de crédito conta com informações cadastrais, registros de inadimplência, Cadastro Positivo e diferentes modelos de Score que ajudam a conhecer melhor o perfil analisado e avaliar riscos.
Na prevenção a fraudes, soluções específicas podem apoiar a identificação de inconsistências e sinais de uso indevido de informações. O objetivo é adicionar camadas de informação pra decisões mais seguras.
Cada operação tem suas próprias necessidades. Por isso, antes de escolher uma solução, vale entender quais informações fazem sentido para a política de risco e para a jornada da sua empresa.
Entenda quais soluções do SPC Brasil fazem sentido pra sua empresa: clique aqui e receba uma proposta personalizada pelos nossos especialistas.





